Fala Edu Chaves https://falaeduchaves.com.br/ A voz do nosso bairro Tue, 06 Oct 2026 01:28:06 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.2 https://falaeduchaves.com.br/wp-content/uploads/2026/07/site-icon-512-150x150.png Fala Edu Chaves https://falaeduchaves.com.br/ 32 32 Moradores denunciam carros abandonados, lixo e ratos em ruas do Jardim Brasil https://falaeduchaves.com.br/moradores-denunciam-carros-abandonados-lixo-e-ratos-em-ruas-do-jardim-brasil/ https://falaeduchaves.com.br/moradores-denunciam-carros-abandonados-lixo-e-ratos-em-ruas-do-jardim-brasil/#respond Tue, 06 Oct 2026 01:24:20 +0000 https://falaeduchaves.com.br/?p=214 Mais de 20 veículos estão parados há meses nas ruas Tenente Sotomano e Isabel Ribeiro da Silva, segundo moradores; situação estaria dificultando…

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Mais de 20 veículos estão parados há meses nas ruas Tenente Sotomano e Isabel Ribeiro da Silva, segundo moradores; situação estaria dificultando a circulação e favorecendo o descarte irregular de lixo

Moradores do Jardim Brasil, na Zona Norte de São Paulo, procuraram o Fala Edu Chaves para denunciar o acúmulo de carros antigos e aparentemente abandonados nas ruas Tenente Sotomano e Isabel Ribeiro da Silva, próximas à unidade da Swift na Avenida Roland Garros.

De acordo com os moradores, mais de 20 veículos permanecem estacionados por meses nas vias públicas. Alguns estariam sem placas e com vidros quebrados ou ausentes, acumulando lixo em seu interior.

A situação, segundo a população, estaria contribuindo para o aparecimento de ratos e outros problemas relacionados ao acúmulo de resíduos.

Carros abandonados dificultam circulação

Os moradores afirmam que a quantidade de veículos parados nas ruas prejudica a circulação de carros e pedestres.

Além dos automóveis, a população relata o crescimento do descarte irregular de lixo e móveis nas calçadas.

Uma testemunha, que pediu para não ser identificada, descreveu a situação:

“Os carros velhos amontoados pelas ruas impedem a circulação de veículos e pedestres e ainda estimulam o descarte irregular de lixo na região. Quem olha acredita que nossas ruas são lixões a céu aberto e que podem descartar aqui todo tipo de lixo, além de móveis que se amontoam nas calçadas. Não aguentamos mais!”

Moradores pedem providências

Para a população, a presença prolongada dos veículos e o acúmulo de resíduos transformaram o problema em uma questão que vai além da aparência das ruas.

Os moradores pedem fiscalização e providências do poder público, tanto em relação aos veículos que permanecem abandonados nas vias quanto ao descarte irregular de lixo.

A situação também preocupa por causa das condições dos automóveis, que, conforme os relatos, permanecem abertos e expostos, permitindo o acúmulo de resíduos em seu interior.

O Fala Edu Chaves acompanha a reclamação dos moradores e buscará informações junto aos órgãos responsáveis sobre a situação das ruas Tenente Sotomano e Isabel Ribeiro da Silva, no Jardim Brasil.

Você também enfrenta esse problema?

Moradores do Jardim Brasil e do Parque Edu Chaves podem enviar relatos sobre problemas que afetam o bairro ao Fala Edu Chaves. As denúncias podem envolver descarte irregular de lixo, veículos abandonados, problemas de infraestrutura, iluminação pública, calçadas, segurança e outros serviços públicos.

O Fala Edu Chaves preserva a identidade de moradores que solicitarem sigilo. As informações relatadas nesta reportagem estão sendo apresentadas como denúncias da população e serão encaminhadas aos órgãos responsáveis para apuração.

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Escorpiões acendem alerta no Parque Edu Chaves após registro em escola e relatos de moradores https://falaeduchaves.com.br/escorpioes-acendem-alerta-no-parque-edu-chaves-apos-registro-em-escola-e-relatos-de-moradores/ https://falaeduchaves.com.br/escorpioes-acendem-alerta-no-parque-edu-chaves-apos-registro-em-escola-e-relatos-de-moradores/#respond Thu, 24 Sep 2026 19:55:19 +0000 https://falaeduchaves.com.br/?p=210 Alunos encontraram escorpião próximo a um ralo da Escola Estadual Gabriela Mistral; moradores do Cingapura também relatam aparições dentro dos prédios Moradores…

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Alunos encontraram escorpião próximo a um ralo da Escola Estadual Gabriela Mistral; moradores do Cingapura também relatam aparições dentro dos prédios

Moradores do Parque Edu Chaves estão em alerta após registros recentes de escorpiões no bairro. Na última semana, alunos da Escola Estadual Gabriela Mistral, localizada na Rua Major Baracca, 584, encontraram um escorpião próximo a um ralo da unidade escolar.

Segundo informações divulgadas pela própria direção da escola em sua página na internet, tratou-se de um único escorpião encontrado nas dependências da unidade. A direção informou que comunicou prontamente as autoridades responsáveis, que estiveram no local, vistoriaram as instalações e adotaram medidas para evitar novas aparições do animal.

O caso ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira, 24 de setembro, quando moradores do Cingapura do Parque Edu Chaves relataram o aparecimento de escorpiões também no interior dos prédios residenciais.

O representante da Associação de Moradores do Cingapura do Parque Edu Chaves, Fabiano Mafra, confirmou que recebeu relatos de moradores e fez um alerta às famílias.

Fabiano orientou os moradores a redobrarem a atenção, especialmente com crianças, evitando que elas circulem sem acompanhamento pelas áreas comuns enquanto a situação é averiguada. Ele também recomendou que os moradores observem cuidadosamente seus próprios apartamentos.

Além das orientações aos moradores, Fabiano informou que protocolou um pedido de vistoria junto à Prefeitura de São Paulo, por meio do telefone 156, para que as áreas sejam avaliadas pelos órgãos responsáveis.

Outra recomendação feita pelo representante da associação é que os moradores evitem o acúmulo de lixo nas áreas comuns e façam o descarte regularmente.

Por que a presença de escorpiões preocupa?

Embora a maioria dos acidentes evolua de forma benigna, uma picada de escorpião pode provocar dor intensa e, em alguns casos, manifestações mais graves. De acordo com o Ministério da Saúde, os sintomas podem incluir dor imediata no local, que pode se espalhar pelo membro, além de formigamento, vermelhidão e suor na região.

Em casos mais graves podem surgir sintomas como náuseas, vômitos, agitação, tremores, salivação intensa, alterações da pressão arterial e do ritmo cardíaco, entre outras complicações.

As crianças são consideradas o grupo mais suscetível às formas graves do envenenamento, especialmente as menores de 10 anos.

Por isso, a orientação é procurar atendimento médico rapidamente em caso de picada. O Ministério da Saúde recomenda lavar o local com água e sabão e encaminhar a vítima, sem demora, para um serviço de saúde de referência.

Como evitar escorpiões dentro de casa?

O Ministério da Saúde recomenda uma série de medidas que podem reduzir o risco de contato com escorpiões:

  • Não acumular lixo ou entulho dentro ou próximo das residências;
  • manter o lixo doméstico acondicionado em sacos ou recipientes fechados;
  • combater a presença de baratas e outros insetos, que servem de alimento para os escorpiões;
  • manter jardins, quintais e áreas comuns limpos;
  • evitar acúmulo de folhas secas, materiais de construção, madeira e outros objetos que possam servir de abrigo;
  • colocar telas em ralos de chão, pias e tanques;
  • vedar frestas e buracos em paredes, pisos e rodapés;
  • instalar soleiras ou outras formas de vedação nas portas;
  • afastar camas e berços das paredes;
  • evitar que roupas de cama encostem no chão;
  • sacudir roupas e calçados antes de utilizá-los;
  • não colocar as mãos diretamente em buracos, sob pedras, troncos ou outros locais onde um escorpião possa estar escondido.

A recomendação é especialmente importante neste período de calor e chuvas, quando a atividade dos escorpiões tende a aumentar.

Encontrou um escorpião? Cuidado

O Ministério da Saúde orienta que, caso o animal seja encontrado dentro ou próximo de uma residência, a captura somente seja feita se a pessoa se sentir segura e estiver devidamente protegida. A orientação oficial é utilizar um recipiente fundo, com tampa de rosca e boca larga, juntamente com um papel grosso, evitando qualquer contato direto com o animal.

Depois, o serviço municipal responsável pelo controle de escorpiões deve ser comunicado para receber orientação sobre o procedimento adequado.

No caso do Parque Edu Chaves, a orientação aos moradores é manter as áreas comuns limpas, evitar o acúmulo de lixo e comunicar as autoridades diante de novos registros.

O Fala Edu Chaves continuará acompanhando a situação e as providências solicitadas junto ao poder público.

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Mulheres do Parque Edu Chaves se unem e enfrentam ataques nas redes sociais https://falaeduchaves.com.br/mulheres-do-parque-edu-chaves-se-unem-e-enfrentam-ataques-nas-redes-sociais/ https://falaeduchaves.com.br/mulheres-do-parque-edu-chaves-se-unem-e-enfrentam-ataques-nas-redes-sociais/#respond Wed, 23 Sep 2026 18:01:49 +0000 https://falaeduchaves.com.br/?p=207 Grupo de cinco jovens denuncia exposição, ofensas e acusações na internet, registra boletim de ocorrência e busca identificar responsável pelas publicações Cinco…

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Grupo de cinco jovens denuncia exposição, ofensas e acusações na internet, registra boletim de ocorrência e busca identificar responsável pelas publicações

Cinco jovens moradoras do Cingapura, no Parque Edu Chaves, decidiram se unir e reagir depois de, segundo seus relatos, serem alvo de ataques, exposição e acusações nas redes sociais durante cerca de dois meses.

As mulheres afirmam que tiveram imagens publicadas em uma página do Instagram, acompanhadas de comentários e acusações que atingiram não apenas suas vidas pessoais, mas também familiares e pessoas próximas.

Diante da situação, elas registraram boletim de ocorrência e decidiram buscar informações que possam levar à identificação de quem estaria por trás das publicações.

O FALA EDU CHAVES optou por preservar a identidade das cinco mulheres nesta reportagem.

Elas decidiram não se calar

Segundo os relatos obtidos pela reportagem, os ataques teriam começado no início de agosto, a partir de uma página denominada “Choquei ZN 011”, que chegou a reunir mais de 400 seguidores.

Maria*, uma das mulheres ouvidas pela reportagem, afirma que a página publicou questionamentos sobre a paternidade de seu filho e fez acusações relacionadas ao uso de substâncias ilícitas.

Para ela, porém, o que mais incomodou não foram as ofensas dirigidas a si própria.

“Ataques contra mim não importam tanto quanto ataques contra o meu filho.”

A exposição, segundo Maria*, ultrapassou o ambiente virtual e atingiu pessoas do convívio das mulheres.

Ana*, outra integrante do grupo, conta que chegou a ser chamada de “garota de programa” nas publicações.

Mas, para ela, uma das situações mais dolorosas foi perceber que pessoas conhecidas da comunidade acompanhavam ou compartilhavam o conteúdo.

“O que mais me doeu foi ver conhecidos e até comerciantes seguindo e compartilhando as postagens criminosas da página.”

Ana* também questiona a responsabilidade de quem ajuda a espalhar esse tipo de conteúdo.

“Quem compartilha e dissemina também precisa entender a responsabilidade que tem.”

Elisa*, por sua vez, relata que teve uma fotografia publicada ao lado do namorado com uma legenda que, segundo ela, os acusava de praticar roubos em residências.

O episódio provocou medo de que alguém acreditasse na acusação e pudesse reagir contra o casal.

Além dessas situações, as mulheres afirmam que outras publicações fizeram acusações e comentários relacionados à vida sexual, uso e tráfico de drogas e supostas traições.

Para o grupo, existe um elemento em comum: todas são mulheres e são amigas.

“Vamos até o fim”

Depois de perceberem que os ataques continuavam, as mulheres decidiram agir.

Elas registraram boletim de ocorrência e tornaram pública a decisão de procurar as autoridades e buscar a identificação do responsável pelas publicações.

Após o anúncio de que seriam tomadas medidas, a página deixou de ficar disponível.

Maria* acredita que a retirada tenha ocorrido justamente em razão da reação das mulheres.

“Acredito que ficaram com medo e excluíram a página, mas vamos até o fim. Queremos saber quem foi o autor.”

Mais do que permanecer em silêncio diante das publicações, o grupo decidiu transformar a indignação em denúncia e buscar os caminhos legais disponíveis.

O que fazer diante de ataques na internet?

Para entender quais medidas podem ser adotadas em situações como essa, a reportagem conversou com a advogada criminalista Dra. Ana Claudia Cajueiro, que explicou os principais cuidados para quem é alvo de ataques, exposição ou acusações nas redes sociais.

O primeiro passo é preservar as provas

De acordo com a advogada, uma das medidas mais importantes é guardar todo o material relacionado às publicações.

“A vítima não deve apagar as provas. É importante salvar prints, links, nomes de usuários, datas, horários, comentários e mensagens.”

Ela também recomenda, quando possível, uma medida que pode dar maior segurança à preservação do conteúdo:

“O ideal é fazer uma ata notarial, que é uma forma mais segura de preservar aquele conteúdo. É um procedimento que tem um custo, mas é um documento oficial e os juízes também têm aceitado prints como prova.”

Segundo Ana Claudia, ao fazer capturas de tela, é importante que sejam preservadas informações que ajudem a contextualizar o material.

“Ao tirar os prints, é importante que apareçam o número de telefone, e não apenas o nome, além do horário e da data.”

A advogada também orienta que o conteúdo seja denunciado à própria plataforma e que a vítima bloqueie o agressor, quando necessário.

Dependendo da situação, segundo ela, também podem ser necessárias medidas judiciais para retirar o conteúdo do ar, identificar quem está por trás da conta e buscar eventual responsabilização civil e criminal.

“Em situações mais graves, envolvendo ameaças, perseguição ou exposição de dados pessoais, é importante procurar imediatamente a polícia.”

É possível descobrir quem está por trás de um perfil anônimo?

A retirada da página não significa necessariamente que a investigação não possa prosseguir.

Segundo Dra. Ana Claudia, mesmo perfis anônimos ou falsos podem, em determinadas situações, ser investigados.

“Uma conta anônima ou falsa no Instagram pode, em alguns casos, ser identificada.”

A advogada explica que existem mecanismos legais para solicitar judicialmente informações relacionadas ao acesso e à conexão utilizados para a criação ou utilização de determinada conta.

“O Marco Civil da Internet estabelece regras para a guarda e o fornecimento de registros, mediante os procedimentos legais.”

Por isso, ela reforça a importância de guardar o endereço da página, o nome de usuário e os links das publicações.

Mas existe uma diferença importante entre identificar uma conta e comprovar quem efetivamente praticou os atos.

“É importante diferenciar a identificação técnica de uma conta da comprovação de autoria. A investigação precisa estabelecer quem realmente praticou os atos.”

Calúnia, difamação e injúria não são a mesma coisa

As expressões calúnia, difamação e injúria são frequentemente utilizadas para definir diferentes tipos de ofensa, mas a classificação jurídica depende do conteúdo e das circunstâncias de cada caso.

Segundo Dra. Ana Claudia, não existe uma regra automática segundo a qual qualquer mentira publicada na internet terá uma pena maior.

É necessário analisar qual foi a conduta praticada.

“Uma falsa atribuição de crime pode caracterizar calúnia; a atribuição de fatos ofensivos à reputação pode caracterizar difamação; e a ofensa à dignidade ou ao decoro pode caracterizar injúria.”

A advogada também destaca que a utilização da internet e o alcance das publicações podem ser relevantes na análise jurídica do caso, assim como outras circunstâncias específicas.

Por isso, a orientação é não presumir antecipadamente qual crime foi cometido, mas preservar as provas e buscar orientação profissional.

Quando os ataques são direcionados a mulheres

Para a advogada, situações como essa também precisam ser analisadas levando em consideração o contexto de violência dirigida contra mulheres.

“Quando os ataques são direcionados a mulheres, é preciso avaliar se existe um contexto relacionado à violência de gênero e à violência contra a mulher.”

Ela explica que a internet pode ser utilizada como instrumento de violência psicológica, perseguição, assédio, exposição, ameaça e tentativa de silenciamento.

“Não se deve banalizar situações como essas como uma simples ‘briga de internet’. É preciso observar se existe um padrão de perseguição, intimidação, controle, humilhação ou tentativa de silenciamento.”

A Lei Maria da Penha reconhece diferentes formas de violência contra a mulher, incluindo a violência psicológica, e outras normas podem ser aplicadas de acordo com as circunstâncias de cada caso.

“Não espere a situação ficar mais grave”

Um dos obstáculos enfrentados por mulheres que sofrem violência ou ataques na internet, segundo Dra, Ana Claudia, é o receio de denunciar e não serem levadas a sério.

“Muitas mulheres têm medo de denunciar, de perder tempo ou de não serem levadas a sério.”

Para ela, a orientação é procurar ajuda quando surgirem sinais de ameaça, perseguição, exposição de dados pessoais, publicação de imagens sem autorização ou ataques repetidos.

“Não é preciso esperar a situação ficar ainda mais grave para buscar ajuda.”

A advogada recomenda que a mulher não enfrente a situação sozinha e procure orientação jurídica, uma Delegacia da Mulher ou a polícia, conforme a gravidade do caso.

“Registrar a ocorrência cria um registro formal e pode contribuir para que uma investigação seja realizada.”

Ela também reforça que o fato de os ataques ocorrerem pela internet não diminui sua gravidade.

“A violência digital não deve ser normalizada. A internet não é um espaço sem regras e o aparente anonimato não significa ausência de responsabilidade.”

Denunciar também é uma forma de reagir

No caso das cinco jovens do Parque Edu Chaves, a decisão de registrar a ocorrência representa uma mudança de postura diante dos ataques relatados.

Elas não apenas decidiram contar o que aconteceu, mas também buscaram orientação, reuniram-se para enfrentar a situação e procuraram os caminhos legais para tentar descobrir quem estaria por trás das publicações.

A investigação deverá apontar, a partir das provas e dos procedimentos legais, se houve prática de crimes e quem poderá ser responsabilizado.

Enquanto isso, a mensagem deixada pelo grupo é de que o silêncio não será a resposta.

“Vamos até o fim. Queremos saber quem foi o autor”, afirma Maria*.

*Os nomes foram alterados para preservar a identidade das entrevistadas.

Serviço

Em caso de ataques, ameaças ou exposição na internet:

  • Preserve prints, links, nomes de usuários, datas e horários.
  • Não apague as mensagens ou publicações antes de guardar as provas.
  • Denuncie o conteúdo à plataforma.
  • Procure orientação jurídica quando necessário.
  • Em situações de ameaça, perseguição ou risco à integridade física, procure imediatamente a polícia.
  • Em São Paulo, também é possível utilizar os serviços da Delegacia Eletrônica da Polícia Civil, conforme o tipo de ocorrência.

Sobre a entrevistada

Ana Claudia Cajueiro é advogada criminalista, pós-graduada em Processo Penal e Segurança Pública e mestranda em Criminologia. É sócia-diretora da Cajueiro & Cordeiro Advogadas Associadas.

Instagram: @anaclaudia.cajueiro
Escritório: Cajueiro & Cordeiro Advogadas Associadas — @cajueiroecordeiro_advocacia

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Eleições 2026: em quem o Parque Edu Chaves deve votar para deputado? https://falaeduchaves.com.br/eleicoes-2026-em-quem-o-parque-edu-chaves-deve-votar-para-deputado/ https://falaeduchaves.com.br/eleicoes-2026-em-quem-o-parque-edu-chaves-deve-votar-para-deputado/#respond Wed, 23 Sep 2026 14:43:10 +0000 https://falaeduchaves.com.br/?p=204 Escrevo hoje este artigo não como jornalista e editora. Escrevo como cidadã, como moradora do Parque Edu Chaves e como integrante de…

O post Eleições 2026: em quem o Parque Edu Chaves deve votar para deputado? apareceu primeiro em Fala Edu Chaves.

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Escrevo hoje este artigo não como jornalista e editora. Escrevo como cidadã, como moradora do Parque Edu Chaves e como integrante de uma família que, há mais de 70 anos, escolheu o nosso bairro para viver.

Às vésperas das Eleições 2026, uma pergunta não sai da minha cabeça: será que, finalmente, vamos eleger deputados que tenham um compromisso real com o Parque Edu Chaves?

No dia 4 de outubro, os brasileiros irão às urnas para escolher, entre outros cargos, deputados federais e deputados estaduais. E talvez seja justamente este o momento de nós, moradores do Parque Edu Chaves, olharmos com mais atenção para quem pede o nosso voto.

O que os candidatos já fizeram pelo Parque Edu Chaves?

Como cidadã, tenho procurado cumprir minha parte.

Participo de reuniões de bairro, das reuniões do Conseg, integro Coletivos de Moradores e acompanho, cobro e fiscalizo as ações do poder público em nossa região.

Acredito que todos nós deveríamos fazer um pouco disso.

Por isso, tive a curiosidade de pesquisar quem, de fato, já fez alguma coisa pelo nosso bairro — e quem aparece apenas em época de eleição para fazer promessas tentadoras, mas que depois desaparecem.

É aquele velho ciclo que nós conhecemos tão bem: “eles fingem que vão fazer e nós fingimos que acreditamos” .

Somos um bairro com uma população expressiva e, apesar disso, ainda tenho a sensação de que não conseguimos construir uma representação política com vínculo permanente com o Parque Edu Chaves.

Talvez porque sejamos um bairro de divisa, cercado por regiões maiores e mais populosas. Ficamos entre territórios eleitorais e, muitas vezes, acabamos passando despercebidos por quem tem interesse em conquistar votos.

E isso vale inclusive para aqueles que podem até ter boas intenções, mas não conhecem de perto as nossas necessidades.

Quando uma conquista do bairro vira propaganda eleitoral

Há algumas semanas, por exemplo, um candidato que já está em seu segundo mandato como vereador e agora pleiteia uma vaga como deputado federal esteve na Praça Comandante Eduardo de Oliveira, a praça central do Parque Edu Chaves.

Durante a visita, afirmou que revitalizaria a praça e apresentou-se como responsável pela aprovação da reforma.

Mas será que foi exatamente assim?

Segundo o que pesquisei, as discussões sobre a reforma da praça já acontecem há bastante tempo. O tema chegou a ser tratado no Conselho Participativo Municipal, e a verba utilizada na intervenção, pelo que pude verificar, não veio de uma emenda do vereador em questão.

Antes disso, moradores já haviam se organizado e realizado um abaixo-assinado em defesa da reforma. A mobilização, segundo os documentos e informações que consultei, contou com a participação de outro candidato, desta vez um novato na política que disputa uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.

Não estou dizendo aqui que um ou outro candidato seja responsável por tudo.

Estou dizendo que a população precisa saber exatamente quem fez o quê.

Uma coisa é participar de uma conquista coletiva. Outra é apresentar-se como seu único responsável.

Bandeirinhas não são compromisso com o bairro

Também posso citar o caso de outra vereadora que atualmente disputa uma vaga para deputada federal.

Até onde consegui verificar, ela não destinou emenda ou apresentou projeto especificamente voltado ao Parque Edu Chaves, não realizou visitas que eu tenha conhecimento e, sinceramente, talvez nem conheça de perto a realidade do nosso bairro.

Mas suas bandeirolas chegaram às nossas ruas.

Há alguns anos, diante de uma demanda da nossa comunidade, procurei a assessoria dessa vereadora para pedir ajuda.

A resposta que ouvi da assessora foi: “A vereadora não tem interesse de atuar no seu bairro.”

Na hora, indignada, respondi: “Poxa, acho que cometi um equívoco. Pensei que ela fosse uma vereadora municipal e não bairral.”

A frase virou uma boa lembrança de que representar uma cidade inteira deveria significar também olhar para os bairros que não estão no centro das atenções políticas.

Quem realmente trouxe o metrô para a região?

Também temos os candidatos que apresentam como conquista própria a construção do futuro metrô que virá de Guarulhos e passará pela nossa região.

Mas a discussão sobre a expansão do transporte metroviário para essa área é muito anterior às atuais campanhas eleitorais. Vem desde os anos 70, quando muitos desses candidatos ainda nem haviam nascido.

Então fica a pergunta:

quem realmente participou dessa construção política?

Qual foi o papel de cada deputado?

Qual foi o papel do governo estadual?

Quais foram as reivindicações históricas da população?

E, principalmente, o que já estava sendo discutido antes de determinado candidato aparecer para reivindicar a autoria?

É isso que nós, eleitores, precisamos descobrir.

Emendas para a saúde: quem fez e quem sustentará?

Temos ainda as questões dos postos de saúde, AMAs, hospitais e tantos outros equipamentos públicos.

São muitos pais para poucas crianças.

Um vereador ou deputado consegue enviar uma emenda de R$ 200 mil para determinado equipamento. Para nós, cidadãos comuns, parece muito dinheiro — e realmente é uma quantia importante.

Mas será que R$ 200 mil resolve, sozinho, os problemas de uma unidade de saúde?

É preciso olhar para além da fotografia da entrega.

Quem destinou o recurso?

Qual era a finalidade da emenda?

Quanto o equipamento recebe regularmente para funcionar?

Quem é responsável pela manutenção?

Qual foi o papel da Prefeitura, do Governo do Estado, da Câmara Municipal, da Assembleia Legislativa, da Câmara dos Deputados e da própria comunidade?

Porque, muitas vezes, uma conquista pública é resultado de um conjunto de ações e pressões, e não da atuação isolada de uma única pessoa.

Mesmo assim, não é raro ouvirmos:

“Eu fiz.”
“Eu realizei.”
“Eu implementei.”

Será mesmo?

O Instituto Federal e a disputa pelo protagonismo

Recentemente, participei de Assembleias Participativas relacionadas à construção do Instituto Federal no Jaçanã, projeto que também beneficiará estudantes do Parque Edu Chaves.

Eu acompanhei as discussões, ouvi moradores e escutei a própria direção do Instituto Federal falar sobre quem teve participação nessa conquista.

Por isso, chamou minha atenção quando, em uma dessas atividades, outro deputado federal — inclusive do mesmo partido — apareceu reivindicando para si o protagonismo pela conquista.

Para mim, foi uma situação desconfortável.

Não porque um político não possa reivindicar sua participação em uma conquista.

Pode.

Mas porque o eleitor tem o direito de saber qual foi a participação efetiva de cada agente político.

Quem apresentou a proposta?

Quem articulou?

Quem destinou recursos?

Quem pressionou?

Quem participou das reuniões?

Quem apenas apareceu na hora da fotografia?

Essas diferenças importam.

E também precisamos reconhecer quem ajudou

Não quero ser injusta.

Ao longo dos anos, tive demandas pontuais para nosso bairro atendidas por vereadores e deputados de diferentes posições políticas — de esquerda, centro e direita.

E reconheço isso.

A questão é outra.

Atender uma demanda pontual é diferente de construir um vínculo permanente com o bairro.

É isso que deveríamos cobrar dos candidatos que agora batem às nossas portas.

Não apenas uma visita.

Não apenas uma fotografia.

Não apenas uma bandeira.

Não apenas uma emenda.

Queremos saber quais são os compromissos concretos com o Parque Edu Chaves.

Então, em quem o Parque Edu Chaves deve votar?

Vocês devem ter percebido que, neste artigo, não citei nomes.

E foi proposital.

Minha intenção não é fazer propaganda de um candidato, muito menos prejudicar quem quer que seja.

Minha intenção é despertar em vocês a mesma curiosidade que tive: pesquisem os candidatos.

Não acreditem apenas no santinho.

Não acreditem apenas na postagem do Instagram.

Não acreditem apenas no discurso feito na praça.

Procurem saber o que cada candidato já fez.

Verifiquem as propostas.

Pesquisem as emendas parlamentares.

Procurem projetos apresentados.

Olhem o histórico de atuação.

Descubram quais candidatos realmente conhecem o Parque Edu Chaves.

E, principalmente, cobrem compromissos que possam ser acompanhados depois da eleição.

A Justiça Eleitoral disponibiliza informações oficiais sobre candidaturas e contas eleitorais, o que também permite ao eleitor pesquisar quem está disputando a eleição e acompanhar dados da campanha.

O Parque Edu Chaves precisa aprender a cobrar

Independentemente de quem você escolher para deputado federal ou deputado estadual, uma coisa deveria ser consenso: o voto não encerra a nossa participação política.

Depois da eleição, precisamos continuar cobrando.

Precisamos perguntar onde estão aqueles que prometeram.

Precisamos acompanhar as emendas.

Precisamos saber quais projetos foram apresentados.

Precisamos participar das reuniões.

Precisamos ocupar os espaços de participação popular.

Precisamos lembrar aos nossos representantes que eles não foram eleitos apenas para aparecer durante a campanha.

Somos o Parque Edu Chaves.

E não devemos nos contentar com “emendinhas” cala-boca, nem com projetos realizados em bairros próximos apresentados como se fossem conquistas nossas.

Não devemos aceitar que alguém apareça aqui a cada quatro anos, coloque algumas bandeiras nas ruas, tire algumas fotos e desapareça depois da eleição.

Precisamos conhecer, questionar, pesquisar e cobrar.

Porque o nosso voto vale muito.

E o Parque Edu Chaves merece muito mais do que promessas eleitorais.

Merece representação.
Merece compromisso.
Merece respeito.

Lembrem-se sempre disso.

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Acadêmicos de São Jorge recebe selo Território Antirracista e reforça luta contra o racismo no Parque Edu Chaves https://falaeduchaves.com.br/academicos-de-sao-jorge-recebe-selo-territorio-antirracista-e-reforca-luta-contra-o-racismo-no-parque-edu-chaves/ https://falaeduchaves.com.br/academicos-de-sao-jorge-recebe-selo-territorio-antirracista-e-reforca-luta-contra-o-racismo-no-parque-edu-chaves/#respond Wed, 23 Sep 2026 01:44:29 +0000 https://falaeduchaves.com.br/?p=196 Escola de samba do Parque Edu Chaves é a primeira agremiação carnavalesca a receber o reconhecimento, que integra uma rede de espaços…

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Escola de samba do Parque Edu Chaves é a primeira agremiação carnavalesca a receber o reconhecimento, que integra uma rede de espaços comprometidos com o enfrentamento ao racismo

A Escola de Samba Acadêmicos de São Jorge, do Parque Edu Chaves, recebeu nesta segunda-feira, 22 de setembro, o selo Território Antirracista, iniciativa que busca ampliar a rede de espaços comprometidos com o enfrentamento ao racismo no estado de São Paulo.

A São Jorge é a primeira escola de samba a receber o selo, levando para dentro de um espaço tradicional de convivência, cultura popular e formação de jovens uma discussão que ultrapassa os limites do Carnaval: o compromisso de enfrentar o racismo e construir ambientes de respeito e proteção à população negra.

A entrega do selo foi realizada pela deputada estadual Ediane Maria, autora do projeto que deu origem à Lei Estadual nº 18.427/2026, conhecida como Lei do Protocolo Antirracista. A parlamentar esteve na escola para formalizar a adesão da Acadêmicos de São Jorge à iniciativa.

Mais do que um certificado na parede, o reconhecimento representa, para a escola, a incorporação de um compromisso com uma questão que atravessa a história da população negra brasileira.

Deputada Ediane Maria e Presidente da Acadêmicos de São Jorge Rodney Cruz

O que é um Território Antirracista?

A iniciativa Territórios Antirracistas foi criada com a proposta de reunir e divulgar estabelecimentos que se comprometem com a aplicação do Protocolo Antirracista e oferecer formação para as equipes desses espaços.

A ideia é criar uma rede de locais preparados para reconhecer situações de racismo, acolher vítimas e tomar as providências necessárias.

Segundo informações divulgadas sobre a iniciativa, mais de 100 estabelecimentos no estado de São Paulo já aderiram ao selo. A rede inclui bares, restaurantes, casas culturais e outros espaços de circulação de pessoas.

A proposta, portanto, não se limita à identificação visual de um estabelecimento como espaço antirracista. O objetivo é também promover informação e formação para que funcionários e responsáveis saibam como agir diante de uma situação de violência racial.

O que determina a Lei do Protocolo Antirracista?

A Lei Estadual nº 18.427, de 13 de março de 2026, determina que estabelecimentos comerciais de grande circulação de pessoas adotem medidas de prevenção, conscientização e acolhimento diante de situações de violência racial.

Entre as medidas previstas estão o acolhimento da vítima em espaço reservado, a comunicação imediata às autoridades policiais e a preservação das evidências que possam contribuir para a investigação.

A legislação também determina que as ações de proteção e encaminhamento das denúncias sejam realizadas com discrição, buscando preservar a integridade física e moral da vítima.

A lei nasceu de um projeto apresentado na Assembleia Legislativa de São Paulo e sancionado pelo Governo do Estado em março deste ano.

Na Acadêmicos de São Jorge, o combate ao racismo também passa pela cultura

A escolha da Acadêmicos de São Jorge para integrar essa rede ganha um significado especial para o Parque Edu Chaves.

As escolas de samba são espaços de cultura, música, dança, memória e convivência. Reúnem crianças, adolescentes, jovens, adultos e pessoas mais velhas em torno de uma manifestação cultural profundamente ligada à história e à resistência da população negra brasileira.

Na São Jorge, esse compromisso também aparece na formação das novas gerações.

Durante a entrega do selo, o presidente da escola falou diretamente aos jovens da bateria e lembrou que a luta contra o racismo não começou agora.

Segundo ele, quando esses jovens envelhecerem, poderão compreender ainda melhor o significado deste selo e que o enfrentamento ao racismo está relacionado a uma história muito mais longa, marcada pela escravidão e pela opressão da população negra no Brasil.

Para o presidente, receber o selo é uma celebração de um movimento de resistência ao racismo.

A fala também foi acompanhada de um alerta para outra questão que, segundo ele, precisa estar presente nessa luta: a violência contra as mulheres.

“Além de lutar contra o racismo, precisamos olhar, também, com mais cuidado para nossas mulheres. Temos que protegê-las e lutar contra a violência contra a mulher e contra o feminicídio”, afirmou.

Um selo que chega ao Parque Edu Chaves

A presença do Território Antirracista dentro da Acadêmicos de São Jorge também leva a discussão para o cotidiano do Parque Edu Chaves.

A proposta é que espaços de convivência sejam também espaços de respeito. Em uma comunidade onde diferentes gerações se encontram para construir atividades culturais, ensaios, apresentações e eventos, o compromisso de não tolerar situações de racismo ganha uma dimensão prática.

A adesão ao programa significa assumir publicamente que uma eventual situação de racismo não deve ser tratada como uma simples discussão ou como um problema a ser ignorado.

A vítima deve ser acolhida, as autoridades devem ser acionadas e as evidências devem ser preservadas, conforme estabelece o protocolo previsto na legislação estadual.

Resistência também se constrói dentro dos bairros

Para a Acadêmicos de São Jorge, o selo chega em um espaço que já exerce uma função cultural importante no Parque Edu Chaves.

Ao receber o reconhecimento, a escola passa a integrar uma rede que pretende transformar locais de convivência em Territórios Antirracistas — espaços onde a população negra possa circular, participar e se expressar sabendo que existe um compromisso formal de enfrentamento ao racismo.

Ao final da cerimônia, o presidente da São Jorge entregou uma camiseta da escola à deputada Ediane Maria, em gesto simbólico de aproximação entre a escola de samba e a iniciativa.

Mas o protagonismo da cerimônia ficou com a própria escola: a Acadêmicos de São Jorge agora leva para o coração do Parque Edu Chaves o compromisso de transformar resistência, cultura e convivência em instrumentos permanentes de enfrentamento ao racismo.

O que é o Protocolo Antirracista?

De acordo com a Lei Estadual nº 18.427/2026, estabelecimentos abrangidos pela legislação devem adotar medidas de prevenção, conscientização e acolhimento diante de situações de violência racial. Entre as medidas previstas estão:

• Acolher a vítima;
• Comunicar imediatamente as autoridades policiais;
• Preservar as evidências e colaborar com as autoridades responsáveis pela investigação.

A iniciativa Territórios Antirracistas busca ampliar esse compromisso por meio da adesão dos estabelecimentos e da formação de suas equipes.

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CCA do Parque Edu Chaves está com vagas abertas gratuitas para crianças no contraturno escolar https://falaeduchaves.com.br/cca-do-parque-edu-chaves-esta-com-vagas-abertas-gratuitas-para-criancas-no-contraturno-escolar/ https://falaeduchaves.com.br/cca-do-parque-edu-chaves-esta-com-vagas-abertas-gratuitas-para-criancas-no-contraturno-escolar/#respond Tue, 22 Sep 2026 12:28:23 +0000 https://falaeduchaves.com.br/?p=191 Espaço oferece atividades educativas, recreação, alimentação, passeios gratuitos e programação especial para as crianças atendidas Famílias do Parque Edu Chaves que estão…

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Espaço oferece atividades educativas, recreação, alimentação, passeios gratuitos e programação especial para as crianças atendidas

Famílias do Parque Edu Chaves que estão procurando um espaço seguro para os filhos permanecerem no período em que eles não estão na escola podem encontrar no bairro uma opção de atendimento gratuito. O CCA Gregório de Matos – Centro para Crianças e Adolescentes está com vagas abertas e recebe crianças no período de contraturno escolar.

Na prática, o CCA funciona como um espaço de acolhimento, convivência e atividades para crianças e adolescentes que estudam em um período do dia e, no outro, podem permanecer no CCA. Assim, quem estuda pela manhã pode frequentar o espaço à tarde e quem estuda à tarde pode participar das atividades pela manhã, de acordo com a organização do atendimento e a disponibilidade de vagas.

Mais do que um local para a criança permanecer enquanto os pais trabalham ou realizam suas atividades, a proposta do CCA envolve convivência, desenvolvimento, educação e participação, com projetos pedagógicos e atividades recreativas ao longo do ano.

Alimentação faz parte da rotina

As crianças atendidas recebem alimentação durante o período em que permanecem no CCA.

Para quem frequenta o espaço no período da manhã, é servido café da manhã às 8h. Às 11h, as crianças recebem almoço, suco e sobremesa.

Já no período da tarde, o almoço é servido às 13h, também acompanhado de suco e sobremesa. Às 16h, é oferecido o lanche da tarde.

Dessa forma, além de contar com um espaço para atividades e convivência no contraturno escolar, as crianças também têm acesso às refeições durante sua permanência no CCA.

Atividades trabalham respeito, empatia e cidadania

A programação do CCA não se resume a brincadeiras. As crianças participam de projetos pedagógicos voltados para cidadania, afeto, respeito, empatia e cooperação na convivência.

A proposta é trabalhar esses temas de maneira adequada à faixa etária, utilizando atividades que estimulem a convivência e a participação coletiva.

Também fazem parte da rotina momentos de recreação, com jogos cooperativos, dinâmicas e brincadeiras de convivência.

São atividades que permitem que as crianças interajam, aprendam a respeitar regras, trabalhem em equipe e desenvolvam relações de amizade e cooperação.

CCA também promove passeios gratuitos

A programação inclui ainda momentos de lazer fora do espaço do CCA.

Segundo a equipe, são realizados dois passeios por ano, totalmente gratuitos, levando as crianças para diferentes locais de lazer e entretenimento. Entre os destinos que já fazem parte da programação estão a Sitiolândia, a Chácara dos Papagaios, clubes e o Zoológico, entre outros lugares.

Para muitas crianças, esses passeios também representam a oportunidade de conhecer espaços que talvez não fizessem parte de sua rotina familiar.

Aniversariantes do mês ganham festa

Todos os meses, o CCA também promove uma festa para comemorar os aniversariantes.

A celebração conta com bolo, doces, guaraná, brigadeiros e um almoço especial, criando um momento de confraternização entre as crianças e toda a comunidade atendida pelo espaço.

A iniciativa também ajuda a transformar o CCA em um ambiente de convivência, no qual as crianças podem comemorar juntas datas importantes e fortalecer os vínculos com os colegas.

Outubro terá futebol de sabão

O mês das crianças também terá uma programação especial.

Em outubro, o CCA pretende proporcionar um dia diferente para os pequenos, com a instalação de um brinquedão de futebol de sabão, garantindo um momento de diversão e celebração.

A atividade fará parte da programação especial preparada para comemorar o Mês das Crianças.

Segurança na entrada e na saída é prioridade

A entrada e a saída das crianças seguem regras de segurança.

As crianças não deixam o CCA sozinhas sem uma autorização específica do responsável. O portão permanece fechado e, no momento da matrícula, os responsáveis devem informar quais pessoas estão autorizadas a retirar a criança.

Quando houver necessidade de outra pessoa buscar o aluno, o CCA precisa ser comunicado previamente. A autorização deve ser feita por escrito e acompanhada da identificação da pessoa que fará a retirada.

As crianças também podem sair acompanhadas por seus responsáveis ou por transporte escolar.

O CCA mantém ainda um grupo interno de comunicação com os pais e responsáveis, utilizado para informar sobre as atividades e acontecimentos da rotina. Mudanças como uma saída antecipada ou a autorização para que uma terceira pessoa retire a criança também precisam ser comunicadas previamente.

A medida busca garantir que a equipe saiba exatamente quem está autorizado a retirar cada criança.

Como fazer a inscrição no CCA do Parque Edu Chaves

As famílias interessadas em conseguir uma vaga podem entrar em contato com o CCA por mensagem para agendar o atendimento ou comparecer diretamente ao local.

O atendimento para inscrições acontece das 9h às 10h30 e das 12h às 16h.

Para realizar a matrícula, é necessário apresentar os documentos originais e respectivas cópias.

A documentação solicitada inclui RG e CPF dos responsáveis, RG e CPF da criança, comprovante de endereço, carteira de vacinação, número do NIS da criança, declaração de matrícula escolar e uma foto 3×4.

A declaração de matrícula escolar é especialmente importante porque o atendimento é voltado às crianças que frequentam a escola e participam das atividades do CCA no contraturno.

Serviço

CCA Gregório de Matos – vagas abertas

Endereço: R. Açailândia, 148 – Parque Edu Chaves, São Paulo – SP, 02232-040, Brasil

Horário para inscrição: das 9h às 10h30 e das 12h às 16h.

Documentos: originais e cópias de RG e CPF dos responsáveis e da criança, comprovante de endereço, carteira de vacinação, NIS da criança, declaração de matrícula escolar e uma foto 3×4.

Informações e agendamento: 11 2241-3566

Para as famílias do Parque Edu Chaves, a abertura de vagas representa uma oportunidade de garantir às crianças um espaço de convivência, alimentação, aprendizado e atividades no período em que não estão na escola, com uma programação que vai muito além de simplesmente ocupar o tempo livre.

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Reinauguração da My Fred’s Açaí terá comemoração e show de Matheus Lima no Parque Edu Chaves https://falaeduchaves.com.br/reinauguracao-da-my-freds-acai-tera-comemoracao-e-show-de-matheus-lima-no-parque-edu-chaves/ https://falaeduchaves.com.br/reinauguracao-da-my-freds-acai-tera-comemoracao-e-show-de-matheus-lima-no-parque-edu-chaves/#respond Thu, 13 Aug 2026 13:16:04 +0000 https://falaeduchaves.com.br/?p=183 Nova casa da My Fred’s Açaí será inaugurada nesta sexta-feira (14), com entrada gratuita, gastronomia com preços acessíveis, bebidas e muita música…

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Nova casa da My Fred’s Açaí será inaugurada nesta sexta-feira (14), com entrada gratuita, gastronomia com preços acessíveis, bebidas e muita música

O Parque Edu Chaves vai ganhar uma festa especial nesta sexta-feira, 14 de agosto. A My Fred’s Açaí prepara uma grande celebração para marcar a reinauguração de sua nova casa, agora na Rua Capitão Rubens, 594, em frente à Praça Comandante Eduardo de Oliveira, no coração do bairro.

E quem pensa que será apenas uma mudança de endereço está enganado. A proposta é fazer da reinauguração um grande evento, reunindo clientes, amigos, familiares e moradores do bairro para comemorar uma nova etapa da história da My Fred’s Açaí.

A reinauguração começa às 10h da manhã e, à noite, a programação fica ainda mais animada: a partir das 20h, tem show com Matheus Lima.

E o melhor: a entrada é gratuita.

Uma nova casa para uma história que já faz parte do bairro

A My Fred’s Açaí funcionava anteriormente na Rua Capitão Rubens, 80. Com o crescimento do movimento e o aumento do número de clientes, surgiu a necessidade de um espaço maior e mais adequado.

Agora, no número 594, a empresa ganha uma nova estrutura e uma localização privilegiada, bem em frente à Praça Comandante Eduardo de Oliveira.

Para Andréa Stricagnolo, proprietária da My Fred’s Açaí, a mudança representa uma conquista importante:

“Nosso espaço anterior ficou pequeno para atender o volume de clientes, precisávamos de um espaço maior e mais adequado para garantir ainda mais qualidade no nosso atendimento.”

Muito mais do que açaí

A nova My Fred’s Açaí também chega com uma proposta que vai além do tradicional açaí.

No novo espaço, o público poderá encontrar churrasquinho, porções, drinks e cerveja bem gelada, além do açaí.

A ideia é transformar o novo endereço em um ponto de encontro para o bairro, reunindo gastronomia, bebidas, música e diversão.

Uma festa para o Parque Edu Chaves

O novo momento da My Fred’s Açaí tem uma ligação especial com o bairro. A família responsável pelo negócio vive há mais de 24 anos no Parque Edu Chaves e decidiu comemorar essa nova etapa junto com a comunidade.

Por isso, a reinauguração foi preparada para ser uma grande festa.

Não haverá cobrança de entrada.

A programação começa às 10h da manhã e, a partir das 20h, o público poderá curtir o show de Matheus Lima.

É a nova My Fred’s Açaí abrindo as portas — e convidando o Parque Edu Chaves inteiro para comemorar.

Serviço

REINAUGURAÇÃO MY FRED’S AÇAÍ

Sexta-feira, 14 de agosto
A partir das 10h
Show com Matheus Lima – 20h
Rua Capitão Rubens, 594 – Parque Edu Chaves
Entrada gratuita
Açaí | Churrasquinho | Porções | Drinks | Cerveja gelada

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Palestra do IFSP ajuda estudantes do Ensino Médio a pensar no futuro e nas escolhas após a escola https://falaeduchaves.com.br/palestra-do-ifsp-ajuda-estudantes-do-ensino-medio-a-pensar-no-futuro-e-nas-escolhas-apos-a-escola/ https://falaeduchaves.com.br/palestra-do-ifsp-ajuda-estudantes-do-ensino-medio-a-pensar-no-futuro-e-nas-escolhas-apos-a-escola/#respond Thu, 13 Aug 2026 02:39:14 +0000 https://falaeduchaves.com.br/?p=173 Estudantes da E.E. Professora Philomena Baylão participam de encontro com alunos de graduação do Instituto Federal, que vão compartilhar experiências, dúvidas e…

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Estudantes da E.E. Professora Philomena Baylão participam de encontro com alunos de graduação do Instituto Federal, que vão compartilhar experiências, dúvidas e desafios vividos na transição para o Ensino Superior

O que fazer depois de concluir o Ensino Médio? Faculdade, curso técnico, trabalho ou um caminho ainda a ser descoberto? Para muitos adolescentes, essa fase é marcada por dúvidas, expectativas e até medo do futuro.

Para ajudar os estudantes a refletirem sobre essas escolhas, o IFSP – Instituto Federal de São Paulo, Campus Jaçanã, promove, no dia 14 de agosto, a palestra “E depois do Ensino Médio? Caminhos, escolhas e possibilidades”, na Escola Estadual Professora Philomena Baylão, no Tremembé, Zona Norte de São Paulo.

A atividade será realizada das 8h às 11h e terá como público os estudantes do Ensino Médio da escola.

Uma conversa entre quem já viveu essa experiência

Um dos diferenciais da palestra é que ela será conduzida por Pedro Henrique Fernandes de Alvarenga, Thiago Silva Viana. Sarah Vitória Menezes da Silva, Isabella dos Anjos, Gabriel de Jesus Arcanjo, Cassandra da Silva Alves e Cristiane da Silva Ferreira, alunos de graduação do Instituto Federal, incluindo estudantes vinculados aos campi Jaçanã e Itaquaquecetuba.

Mais do que apresentar informações sobre cursos e possibilidades acadêmicas, os universitários poderão falar a partir da própria experiência. Eles também já passaram pela fase de dúvidas, inseguranças, expectativas e decisões que fazem parte da transição entre o Ensino Médio e os próximos passos da vida.

A proposta é criar uma conversa próxima dos adolescentes, mostrando que não existe necessariamente apenas um caminho depois da escola e que as escolhas podem ser construídas aos poucos.

Durante o encontro, os estudantes poderão refletir sobre questões como: “O que eu quero para o meu futuro?”, “Quais caminhos posso seguir?” e “Quais oportunidades existem depois do Ensino Médio?”

Escola Philomena Baylão é destaque na região

A E.E. Professora Philomena Baylão também vem se destacando regionalmente pelo trabalho desenvolvido com seus estudantes. A escola foi reconhecida como Escola Ouro pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (SEDUC) e recebeu o título de Escola Olímpica OMASP.

Localizada na Avenida Coronel Sezefredo Fagundes, 14.666, no Núcleo do Engordador, a instituição atende estudantes da região do Tremembé e aposta em iniciativas que ampliam as possibilidades de formação e desenvolvimento dos jovens.

A palestra do IFSP se soma a essas ações ao aproximar os alunos do Ensino Médio de estudantes universitários que podem compartilhar, de maneira acessível, como foi enfrentar o período de transição e chegar ao Ensino Superior.

Outras escolas também podem solicitar a palestra

A iniciativa não precisa ficar restrita à Escola Estadual Professora Philomena Baylão. Outras escolas interessadas em levar a palestra para seus estudantes também podem entrar em contato para verificar a possibilidade de realização da atividade.

As instituições interessadas podem procurar Cristiane Silva pelo telefone (11) 94442-1066.

Serviço

Palestra: “E depois do Ensino Médio? Caminhos, escolhas e possibilidades”
Data: 14 de agosto de 2026
Horário: das 8h às 11h
Local: E.E. Professora Philomena Baylão – Tremembé, São Paulo
Público: estudantes do Ensino Médio
Realização: IFSP – Campus Jaçanã, com participação de estudantes de graduação do campi de Itaquaquecetuba

Escolas interessadas em receber a palestra: Cristiane Silva – (11) 94442-1066.

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Major Baracca ou Major Barracca? A história por trás da rua que o morador do Edu Chaves conhece pelo nome errado https://falaeduchaves.com.br/major-baracca-ou-major-barracca-a-historia-por-tras-da-rua-que-o-morador-do-edu-chaves-conhece-pelo-nome-errado/ https://falaeduchaves.com.br/major-baracca-ou-major-barracca-a-historia-por-tras-da-rua-que-o-morador-do-edu-chaves-conhece-pelo-nome-errado/#respond Sat, 08 Aug 2026 18:03:53 +0000 https://falaeduchaves.com.br/?p=124 Com quase 1,8 quilômetro de extensão e traçado circular, uma das principais ruas do Parque Edu Chaves homenageia um dos mais famosos…

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Com quase 1,8 quilômetro de extensão e traçado circular, uma das principais ruas do Parque Edu Chaves homenageia um dos mais famosos aviadores italianos da Primeira Guerra Mundial

Quem mora no Parque Edu Chaves provavelmente já ouviu — ou até falou — “Rua Major Barracca”. O nome, com dois “r”, está tão incorporado ao vocabulário de muitos moradores que parece até oficial. Mas não é.

A rua se chama Major Baracca, com apenas um “r”. E por trás desse sobrenome pouco comum existe a história de um dos grandes nomes da aviação militar italiana: Francesco Baracca, piloto que se tornou um dos principais ases da Primeira Guerra Mundial.

A confusão entre “Baracca” e “Barracca” é uma daquelas pequenas peculiaridades que fazem parte da memória do bairro. Mas basta retirar um “r” para chegar ao personagem que deu origem ao nome da rua.

Uma rua que chama atenção pelo tamanho

A Rua Major Baracca é uma das vias mais conhecidas do Parque Edu Chaves. Com aproximadamente 1,8 quilômetro de extensão, ela acompanha o característico desenho urbano do bairro e forma um grande percurso circular.

O próprio traçado do Parque Edu Chaves é uma de suas marcas. O bairro foi planejado com ruas circulares e radiais, uma configuração inspirada em modelos urbanísticos europeus.

A presença de uma rua chamada Major Baracca também não é uma coincidência isolada. A história do Parque Edu Chaves está profundamente ligada à aviação.

O bairro recebeu o nome de Eduardo Pacheco Chaves, o Edu Chaves, um dos pioneiros da aviação brasileira. Décadas depois, uma de suas ruas passou a homenagear justamente um aviador estrangeiro.

Foto: Major Baracca – Wikipédia

Quem foi Francesco Baracca?

Francesco Baracca nasceu em 9 de maio de 1888, na cidade italiana de Lugo, na região da Emília-Romanha.

Antes de se tornar aviador, Baracca era oficial de cavalaria. Em 1912, foi enviado à França para aprender a pilotar e obteve sua licença de piloto naquele mesmo ano.

Com a chegada da Primeira Guerra Mundial, Baracca passou a atuar na aviação militar italiana. Tornou-se piloto de caça e ganhou fama por sua habilidade nos combates aéreos.

Segundo registros históricos, Baracca acumulou 34 vitórias aéreas, tornando-se o principal ás da aviação italiana durante a guerra.

Sua carreira também foi marcada por condecorações militares. Entre elas estava a Medalha de Ouro por Valor Militar, uma das mais importantes honrarias militares da Itália.

Mas existe uma imagem que ficou especialmente associada ao nome Baracca.

Foto: Major Baracca e o “cavalo empinado” – Wikipédia

O cavalo que virou símbolo

Os aviões de Francesco Baracca traziam pintado um cavalo empinado, conhecido em italiano como cavallino rampante.

O símbolo se tornaria mundialmente famoso anos depois, quando passou a ser utilizado pela Ferrari.

A história conta que Enzo Ferrari conheceu a mãe de Baracca, Paolina, que teria sugerido que Ferrari utilizasse o cavalo como símbolo de seus carros. Ferrari acrescentou o fundo amarelo, em referência à cidade de Modena, e o cavalo se transformou em um dos símbolos mais reconhecidos do automobilismo mundial.

Assim, aquele sobrenome que aparece na placa de uma rua do Parque Edu Chaves também está ligado a um dos símbolos mais famosos da indústria automobilística.

O fim de Baracca

A trajetória do aviador, entretanto, terminou durante a própria Primeira Guerra Mundial.

Em 19 de junho de 1918, Francesco Baracca morreu durante uma missão de combate. Seu avião foi atingido e caiu na região de Montello, no norte da Itália. Ele tinha apenas 30 anos.

Após sua morte, Baracca se transformou em uma figura lendária na Itália, especialmente entre os aviadores e militares.

Placa em casa esquina Rua Major Baracca com Jorge Newberry

E de onde veio o nome da rua?

A denominação Rua Major Baracca aparece em documentos oficiais da cidade de São Paulo pelo menos desde a década de 1950.

Um projeto da Câmara Municipal de São Paulo de 1957 já registra a existência da Rua Major Baracca. O documento é particularmente interessante porque também menciona a Rua Marey como outra via, indicando que os dois nomes não eram, naquele momento, denominações diferentes para a mesma rua.

Trecho de 1957 do despacho do Prefeito Adhemar de Barros acerca da mudança do nome de logradouros no Parque Edu Chaves

Posteriormente, um decreto municipal de 1961 oficializou a denominação Rua Major Baracca para a antiga “Rua MR”.

Ou seja: embora ainda seja comum ouvir “Major Barracca” entre moradores, a grafia oficial é Major Baracca.

Um nome estrangeiro que virou parte da história do Edu Chaves

Hoje, quem passa pela Rua Major Baracca talvez não imagine que aquele nome escrito na placa remete a um aviador italiano que morreu há mais de um século, em uma guerra travada do outro lado do Atlântico.

E talvez seja justamente essa uma das riquezas da história de um bairro.

As ruas não são apenas caminhos para chegar a algum lugar. Seus nomes carregam personagens, acontecimentos, homenagens e pedaços da história que muitas vezes passam despercebidos no cotidiano.

No caso da Major Baracca, existe ainda uma curiosidade a mais: o bairro criado em homenagem a um pioneiro da aviação brasileira tem uma de suas principais ruas batizada em homenagem a um dos grandes aviadores da história militar italiana.

Então, da próxima vez que alguém falar “Major Barracca”, o morador do Parque Edu Chaves já pode fazer a correção — e ainda contar uma história.

É Major Baracca. Com um R só.

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Yago Dionizio: ator cego da Zona Norte transforma desafios em luta por inclusão no teatro https://falaeduchaves.com.br/yago-dionizio-ator-cego-da-zona-norte-transforma-desafios-em-luta-por-inclusao-no-teatro/ https://falaeduchaves.com.br/yago-dionizio-ator-cego-da-zona-norte-transforma-desafios-em-luta-por-inclusao-no-teatro/#respond Sat, 08 Aug 2026 16:14:13 +0000 https://falaeduchaves.com.br/?p=119 Ator, jornalista e consultor de acessibilidade, Yago Dionizio defende que artistas com deficiência não sejam reduzidos à deficiência e ocupem diferentes espaços…

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Ator, jornalista e consultor de acessibilidade, Yago Dionizio defende que artistas com deficiência não sejam reduzidos à deficiência e ocupem diferentes espaços na cultura

Nas artes cênicas, interpretar diferentes personagens faz parte do ofício de um ator. Para Yago Dionizio, ator cego da Zona Norte de São Paulo, essa possibilidade também representa uma forma de combater o capacitismo e ampliar a presença das pessoas com deficiência no teatro e na cultura.

Ator profissional e jornalista, Yago construiu sua trajetória entre a atuação, a produção cultural, o jornalismo e a defesa da acessibilidade. Sua experiência pessoal como pessoa com deficiência visual também influenciou diretamente sua atuação profissional.

Hoje, além de atuar, ele é idealizador do projeto de teatro inclusivo “Leitura às Cegas” e trabalha como consultor de acessibilidade em projetos culturais.

Foto: Divulgação Peça Teatral Leitura às Cegas

Da perda da visão à construção de uma carreira artística

Yago nasceu enxergando normalmente. Ainda criança, porém, começou a enfrentar problemas de saúde ocular. Por volta dos três anos, perdeu a visão do olho esquerdo e passou a ser uma pessoa com deficiência monocular. Na época, segundo ele, essa condição ainda não era reconhecida legalmente como deficiência.

Aos oito anos, perdeu também a visão do olho direito. Depois de uma cirurgia de emergência, recuperou aproximadamente 5% da visão e passou a viver como pessoa com baixa visão, utilizando o olho direito para enxergar.

Dos oito aos 22 anos, essa foi a sua realidade. Posteriormente, perdeu completamente a visão e tornou-se uma pessoa cega.

A trajetória escolar também foi marcada por dificuldades. Yago conta que, durante sua formação, ainda havia pouca disponibilidade de tecnologias assistivas, falta de profissionais especializados e pouco conhecimento entre os próprios estudantes sobre a realidade das pessoas com deficiência.

Para ele, a inclusão não acontece simplesmente ao colocar um aluno com deficiência dentro de uma sala de aula.

“A inclusão vai muito além disso: é necessário oferecer recursos, adaptações e ferramentas para que o aluno tenha autonomia.”

A experiência vivida na educação ajudou a formar uma percepção que posteriormente seria levada para sua atuação profissional: acessibilidade não significa apenas permitir que uma pessoa esteja presente, mas garantir condições para que ela participe de forma plena e autônoma.

O teatro surgiu como oportunidade e também como caminho profissional

A primeira experiência que Yago considera profissional no teatro aconteceu em 2017. Naquele ano, foi convidado a integrar um instituto e ficou responsável por questões culturais.

Foi nesse contexto que recebeu o convite para escrever, dirigir e atuar no espetáculo infantil “O Que Vale Mais”, apresentado em homenagem ao Dia das Crianças. A peça propunha uma reflexão sobre o que realmente tem valor: receber bons presentes ou construir boas amizades.

O trabalho marcou o início de uma trajetória que reuniria três funções que continuam presentes em sua carreira: criação, direção e atuação.

Também em 2017, Yago iniciou seus estudos de teatro na Oficina de Atores Nilton Travesso, onde permaneceu até 2020. Durante a formação, participou de peças de teatro comercial e ampliou sua experiência artística.

A partir de 2022, já formado e com registro profissional de ator, passou a consolidar sua atuação no mercado.

Foto: Divulgação

“Muitas vezes, fui visto primeiro pela minha deficiência”

A decisão de também atuar como diretor e produtor nasceu, segundo Yago, de uma necessidade prática: criar suas próprias oportunidades.

Ao longo da carreira, ele percebeu que existia uma resistência em reconhecer pessoas com deficiência visual em funções que exigem autonomia, agilidade e capacidade de lidar com situações inesperadas.

A produção cultural é um desses exemplos.

Para Yago, existe uma visão equivocada de que uma pessoa cega teria dificuldades para exercer atividades como organizar projetos, resolver problemas, administrar conflitos ou lidar com imprevistos.

Essa percepção, afirma, faz com que muitas vezes a deficiência seja enxergada antes das competências profissionais.

“Muitas vezes, eu fui visto primeiro pela minha deficiência e não pelas minhas competências.”

É justamente contra essa lógica que ele procura construir sua trajetória.

Artista com deficiência, mas não apenas artista com deficiência

Yago não rejeita a identificação como artista com deficiência. Pelo contrário. Para ele, sua deficiência faz parte de sua história e não precisa ser escondida.

O problema está em transformar essa característica em uma definição completa de quem ele é.

Ele se considera ator, diretor, produtor, jornalista e profissional de acessibilidade — e também uma pessoa cega.

Essa diferença é importante para compreender sua visão sobre representatividade.

Yago afirma que nunca teve medo de interpretar personagens sem deficiência. Desde sua formação até sua entrada no mercado profissional, interpretou personagens que não tinham deficiência visual.

Para ele, artistas com deficiência devem ter a mesma liberdade artística concedida aos demais atores.

O fato de ser cego não deveria determinar automaticamente quais personagens pode interpretar.

Contra os estereótipos sobre pessoas cegas

A discussão sobre representatividade também passa pela maneira como pessoas com deficiência são retratadas em filmes, novelas, séries e peças de teatro.

Yago chama atenção para os estereótipos frequentemente associados à cegueira. Segundo ele, uma pessoa com deficiência visual não necessariamente anda de maneira insegura, tropeça constantemente, mantém a cabeça baixa ou fala de uma determinada forma.

A deficiência visual não determina a personalidade de alguém.

Por isso, ele afirma ter interesse em personagens complexos, com diferentes características e conflitos — incluindo vilões, heróis e personagens debochados ou exagerados.

Para Yago, essa diversidade se aproxima muito mais da experiência humana real.

Também por isso, interpretar um personagem com deficiência visual não deveria significar reproduzir automaticamente os estereótipos associados à cegueira.

Acessibilidade para além da presença

Além do trabalho como ator, Yago atua como jornalista e consultor de acessibilidade em projetos culturais.

Nesse trabalho, seu objetivo é contribuir para que pessoas com deficiência possam usufruir plenamente de espetáculos e outras manifestações artísticas.

Um dos recursos citados por ele é a audiodescrição, tecnologia assistiva fundamental para ampliar o acesso de pessoas cegas ou com baixa visão a produções culturais.

A preparação, explica, envolve entender as características de cada espetáculo e identificar quais recursos são necessários para que a pessoa com deficiência consiga acompanhar e aproveitar a experiência.

A acessibilidade, portanto, precisa ser pensada desde a concepção da atividade cultural e não apenas como uma adaptação feita posteriormente.

“Não aceito ser reduzido apenas a essa característica”

A trajetória de Yago reúne uma questão que ultrapassa o teatro: o direito de pessoas com deficiência ocuparem diferentes espaços profissionais sem que sua deficiência seja usada para limitar suas possibilidades.

Ele não tem problema em ser reconhecido como um artista com deficiência. O que rejeita é ser colocado exclusivamente nessa categoria.

Para ele, a presença de artistas com deficiência nos espaços culturais também é uma forma de transformação.

Isso significa ocupar palcos, assumir funções de direção e produção, participar da criação de projetos e defender o próprio trabalho.

Yago reconhece que se posicionar diante de situações capacitistas pode trazer consequências profissionais. Ainda assim, considera necessário estabelecer limites e defender o direito de trabalhar com respeito e dignidade.

Para ele, uma pessoa com deficiência pode interpretar uma personagem com deficiência, mas essa escolha deve partir de uma decisão artística e profissional — e não de uma imposição baseada em preconceitos.

A história de Yago Dionizio mostra, assim, que inclusão no teatro não significa apenas colocar pessoas com deficiência no palco. Significa também permitir que elas tenham autonomia para criar, dirigir, produzir, escolher seus personagens e construir suas próprias narrativas.

E, principalmente, serem reconhecidas por aquilo que são capazes de fazer — sem que a deficiência seja utilizada para determinar até onde podem chegar.

Para conhecer mais sobre o trabalho de Yago Dionízio, siga seu instagram: https://www.instagram.com/dionizioyago

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