Fala Edu Chaves https://falaeduchaves.com.br/ A voz do nosso bairro Thu, 13 Aug 2026 13:24:06 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.4 https://falaeduchaves.com.br/wp-content/uploads/2026/07/site-icon-512-150x150.png Fala Edu Chaves https://falaeduchaves.com.br/ 32 32 Reinauguração da My Fred’s Açaí terá comemoração e show de Matheus Lima no Parque Edu Chaves https://falaeduchaves.com.br/reinauguracao-da-my-freds-acai-tera-comemoracao-e-show-de-matheus-lima-no-parque-edu-chaves/ https://falaeduchaves.com.br/reinauguracao-da-my-freds-acai-tera-comemoracao-e-show-de-matheus-lima-no-parque-edu-chaves/#respond Thu, 13 Aug 2026 13:16:04 +0000 https://falaeduchaves.com.br/?p=183 Nova casa da My Fred’s Açaí será inaugurada nesta sexta-feira (14), com entrada gratuita, gastronomia com preços acessíveis, bebidas e muita música…

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Nova casa da My Fred’s Açaí será inaugurada nesta sexta-feira (14), com entrada gratuita, gastronomia com preços acessíveis, bebidas e muita música

O Parque Edu Chaves vai ganhar uma festa especial nesta sexta-feira, 14 de agosto. A My Fred’s Açaí prepara uma grande celebração para marcar a reinauguração de sua nova casa, agora na Rua Capitão Rubens, 594, em frente à Praça Comandante Eduardo de Oliveira, no coração do bairro.

E quem pensa que será apenas uma mudança de endereço está enganado. A proposta é fazer da reinauguração um grande evento, reunindo clientes, amigos, familiares e moradores do bairro para comemorar uma nova etapa da história da My Fred’s Açaí.

A reinauguração começa às 10h da manhã e, à noite, a programação fica ainda mais animada: a partir das 20h, tem show com Matheus Lima.

E o melhor: a entrada é gratuita.

Uma nova casa para uma história que já faz parte do bairro

A My Fred’s Açaí funcionava anteriormente na Rua Capitão Rubens, 80. Com o crescimento do movimento e o aumento do número de clientes, surgiu a necessidade de um espaço maior e mais adequado.

Agora, no número 594, a empresa ganha uma nova estrutura e uma localização privilegiada, bem em frente à Praça Comandante Eduardo de Oliveira.

Para Andréa Stricagnolo, proprietária da My Fred’s Açaí, a mudança representa uma conquista importante:

“Nosso espaço anterior ficou pequeno para atender o volume de clientes, precisávamos de um espaço maior e mais adequado para garantir ainda mais qualidade no nosso atendimento.”

Muito mais do que açaí

A nova My Fred’s Açaí também chega com uma proposta que vai além do tradicional açaí.

No novo espaço, o público poderá encontrar churrasquinho, porções, drinks e cerveja bem gelada, além do açaí.

A ideia é transformar o novo endereço em um ponto de encontro para o bairro, reunindo gastronomia, bebidas, música e diversão.

Uma festa para o Parque Edu Chaves

O novo momento da My Fred’s Açaí tem uma ligação especial com o bairro. A família responsável pelo negócio vive há mais de 24 anos no Parque Edu Chaves e decidiu comemorar essa nova etapa junto com a comunidade.

Por isso, a reinauguração foi preparada para ser uma grande festa.

Não haverá cobrança de entrada.

A programação começa às 10h da manhã e, a partir das 20h, o público poderá curtir o show de Matheus Lima.

É a nova My Fred’s Açaí abrindo as portas — e convidando o Parque Edu Chaves inteiro para comemorar.

Serviço

REINAUGURAÇÃO MY FRED’S AÇAÍ

Sexta-feira, 14 de agosto
A partir das 10h
Show com Matheus Lima – 20h
Rua Capitão Rubens, 594 – Parque Edu Chaves
Entrada gratuita
Açaí | Churrasquinho | Porções | Drinks | Cerveja gelada

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Palestra do IFSP ajuda estudantes do Ensino Médio a pensar no futuro e nas escolhas após a escola https://falaeduchaves.com.br/palestra-do-ifsp-ajuda-estudantes-do-ensino-medio-a-pensar-no-futuro-e-nas-escolhas-apos-a-escola/ https://falaeduchaves.com.br/palestra-do-ifsp-ajuda-estudantes-do-ensino-medio-a-pensar-no-futuro-e-nas-escolhas-apos-a-escola/#respond Thu, 13 Aug 2026 02:39:14 +0000 https://falaeduchaves.com.br/?p=173 Estudantes da E.E. Professora Philomena Baylão participam de encontro com alunos de graduação do Instituto Federal, que vão compartilhar experiências, dúvidas e…

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Estudantes da E.E. Professora Philomena Baylão participam de encontro com alunos de graduação do Instituto Federal, que vão compartilhar experiências, dúvidas e desafios vividos na transição para o Ensino Superior

O que fazer depois de concluir o Ensino Médio? Faculdade, curso técnico, trabalho ou um caminho ainda a ser descoberto? Para muitos adolescentes, essa fase é marcada por dúvidas, expectativas e até medo do futuro.

Para ajudar os estudantes a refletirem sobre essas escolhas, o IFSP – Instituto Federal de São Paulo, Campus Jaçanã, promove, no dia 14 de agosto, a palestra “E depois do Ensino Médio? Caminhos, escolhas e possibilidades”, na Escola Estadual Professora Philomena Baylão, no Tremembé, Zona Norte de São Paulo.

A atividade será realizada das 8h às 11h e terá como público os estudantes do Ensino Médio da escola.

Uma conversa entre quem já viveu essa experiência

Um dos diferenciais da palestra é que ela será conduzida por Pedro Henrique Fernandes de Alvarenga, Thiago Silva Viana. Sarah Vitória Menezes da Silva, Isabella dos Anjos, Gabriel de Jesus Arcanjo, Cassandra da Silva Alves e Cristiane da Silva Ferreira, alunos de graduação do Instituto Federal, incluindo estudantes vinculados aos campi Jaçanã e Itaquaquecetuba.

Mais do que apresentar informações sobre cursos e possibilidades acadêmicas, os universitários poderão falar a partir da própria experiência. Eles também já passaram pela fase de dúvidas, inseguranças, expectativas e decisões que fazem parte da transição entre o Ensino Médio e os próximos passos da vida.

A proposta é criar uma conversa próxima dos adolescentes, mostrando que não existe necessariamente apenas um caminho depois da escola e que as escolhas podem ser construídas aos poucos.

Durante o encontro, os estudantes poderão refletir sobre questões como: “O que eu quero para o meu futuro?”, “Quais caminhos posso seguir?” e “Quais oportunidades existem depois do Ensino Médio?”

Escola Philomena Baylão é destaque na região

A E.E. Professora Philomena Baylão também vem se destacando regionalmente pelo trabalho desenvolvido com seus estudantes. A escola foi reconhecida como Escola Ouro pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (SEDUC) e recebeu o título de Escola Olímpica OMASP.

Localizada na Avenida Coronel Sezefredo Fagundes, 14.666, no Núcleo do Engordador, a instituição atende estudantes da região do Tremembé e aposta em iniciativas que ampliam as possibilidades de formação e desenvolvimento dos jovens.

A palestra do IFSP se soma a essas ações ao aproximar os alunos do Ensino Médio de estudantes universitários que podem compartilhar, de maneira acessível, como foi enfrentar o período de transição e chegar ao Ensino Superior.

Outras escolas também podem solicitar a palestra

A iniciativa não precisa ficar restrita à Escola Estadual Professora Philomena Baylão. Outras escolas interessadas em levar a palestra para seus estudantes também podem entrar em contato para verificar a possibilidade de realização da atividade.

As instituições interessadas podem procurar Cristiane Silva pelo telefone (11) 94442-1066.

Serviço

Palestra: “E depois do Ensino Médio? Caminhos, escolhas e possibilidades”
Data: 14 de agosto de 2026
Horário: das 8h às 11h
Local: E.E. Professora Philomena Baylão – Tremembé, São Paulo
Público: estudantes do Ensino Médio
Realização: IFSP – Campus Jaçanã, com participação de estudantes de graduação do campi de Itaquaquecetuba

Escolas interessadas em receber a palestra: Cristiane Silva – (11) 94442-1066.

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Major Baracca ou Major Barracca? A história por trás da rua que o morador do Edu Chaves conhece pelo nome errado https://falaeduchaves.com.br/major-baracca-ou-major-barracca-a-historia-por-tras-da-rua-que-o-morador-do-edu-chaves-conhece-pelo-nome-errado/ https://falaeduchaves.com.br/major-baracca-ou-major-barracca-a-historia-por-tras-da-rua-que-o-morador-do-edu-chaves-conhece-pelo-nome-errado/#respond Sat, 08 Aug 2026 18:03:53 +0000 https://falaeduchaves.com.br/?p=124 Com quase 1,8 quilômetro de extensão e traçado circular, uma das principais ruas do Parque Edu Chaves homenageia um dos mais famosos…

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Com quase 1,8 quilômetro de extensão e traçado circular, uma das principais ruas do Parque Edu Chaves homenageia um dos mais famosos aviadores italianos da Primeira Guerra Mundial

Quem mora no Parque Edu Chaves provavelmente já ouviu — ou até falou — “Rua Major Barracca”. O nome, com dois “r”, está tão incorporado ao vocabulário de muitos moradores que parece até oficial. Mas não é.

A rua se chama Major Baracca, com apenas um “r”. E por trás desse sobrenome pouco comum existe a história de um dos grandes nomes da aviação militar italiana: Francesco Baracca, piloto que se tornou um dos principais ases da Primeira Guerra Mundial.

A confusão entre “Baracca” e “Barracca” é uma daquelas pequenas peculiaridades que fazem parte da memória do bairro. Mas basta retirar um “r” para chegar ao personagem que deu origem ao nome da rua.

Uma rua que chama atenção pelo tamanho

A Rua Major Baracca é uma das vias mais conhecidas do Parque Edu Chaves. Com aproximadamente 1,8 quilômetro de extensão, ela acompanha o característico desenho urbano do bairro e forma um grande percurso circular.

O próprio traçado do Parque Edu Chaves é uma de suas marcas. O bairro foi planejado com ruas circulares e radiais, uma configuração inspirada em modelos urbanísticos europeus.

A presença de uma rua chamada Major Baracca também não é uma coincidência isolada. A história do Parque Edu Chaves está profundamente ligada à aviação.

O bairro recebeu o nome de Eduardo Pacheco Chaves, o Edu Chaves, um dos pioneiros da aviação brasileira. Décadas depois, uma de suas ruas passou a homenagear justamente um aviador estrangeiro.

Foto: Major Baracca – Wikipédia

Quem foi Francesco Baracca?

Francesco Baracca nasceu em 9 de maio de 1888, na cidade italiana de Lugo, na região da Emília-Romanha.

Antes de se tornar aviador, Baracca era oficial de cavalaria. Em 1912, foi enviado à França para aprender a pilotar e obteve sua licença de piloto naquele mesmo ano.

Com a chegada da Primeira Guerra Mundial, Baracca passou a atuar na aviação militar italiana. Tornou-se piloto de caça e ganhou fama por sua habilidade nos combates aéreos.

Segundo registros históricos, Baracca acumulou 34 vitórias aéreas, tornando-se o principal ás da aviação italiana durante a guerra.

Sua carreira também foi marcada por condecorações militares. Entre elas estava a Medalha de Ouro por Valor Militar, uma das mais importantes honrarias militares da Itália.

Mas existe uma imagem que ficou especialmente associada ao nome Baracca.

Foto: Major Baracca e o “cavalo empinado” – Wikipédia

O cavalo que virou símbolo

Os aviões de Francesco Baracca traziam pintado um cavalo empinado, conhecido em italiano como cavallino rampante.

O símbolo se tornaria mundialmente famoso anos depois, quando passou a ser utilizado pela Ferrari.

A história conta que Enzo Ferrari conheceu a mãe de Baracca, Paolina, que teria sugerido que Ferrari utilizasse o cavalo como símbolo de seus carros. Ferrari acrescentou o fundo amarelo, em referência à cidade de Modena, e o cavalo se transformou em um dos símbolos mais reconhecidos do automobilismo mundial.

Assim, aquele sobrenome que aparece na placa de uma rua do Parque Edu Chaves também está ligado a um dos símbolos mais famosos da indústria automobilística.

O fim de Baracca

A trajetória do aviador, entretanto, terminou durante a própria Primeira Guerra Mundial.

Em 19 de junho de 1918, Francesco Baracca morreu durante uma missão de combate. Seu avião foi atingido e caiu na região de Montello, no norte da Itália. Ele tinha apenas 30 anos.

Após sua morte, Baracca se transformou em uma figura lendária na Itália, especialmente entre os aviadores e militares.

Placa em casa esquina Rua Major Baracca com Jorge Newberry

E de onde veio o nome da rua?

A denominação Rua Major Baracca aparece em documentos oficiais da cidade de São Paulo pelo menos desde a década de 1950.

Um projeto da Câmara Municipal de São Paulo de 1957 já registra a existência da Rua Major Baracca. O documento é particularmente interessante porque também menciona a Rua Marey como outra via, indicando que os dois nomes não eram, naquele momento, denominações diferentes para a mesma rua.

Trecho de 1957 do despacho do Prefeito Adhemar de Barros acerca da mudança do nome de logradouros no Parque Edu Chaves

Posteriormente, um decreto municipal de 1961 oficializou a denominação Rua Major Baracca para a antiga “Rua MR”.

Ou seja: embora ainda seja comum ouvir “Major Barracca” entre moradores, a grafia oficial é Major Baracca.

Um nome estrangeiro que virou parte da história do Edu Chaves

Hoje, quem passa pela Rua Major Baracca talvez não imagine que aquele nome escrito na placa remete a um aviador italiano que morreu há mais de um século, em uma guerra travada do outro lado do Atlântico.

E talvez seja justamente essa uma das riquezas da história de um bairro.

As ruas não são apenas caminhos para chegar a algum lugar. Seus nomes carregam personagens, acontecimentos, homenagens e pedaços da história que muitas vezes passam despercebidos no cotidiano.

No caso da Major Baracca, existe ainda uma curiosidade a mais: o bairro criado em homenagem a um pioneiro da aviação brasileira tem uma de suas principais ruas batizada em homenagem a um dos grandes aviadores da história militar italiana.

Então, da próxima vez que alguém falar “Major Barracca”, o morador do Parque Edu Chaves já pode fazer a correção — e ainda contar uma história.

É Major Baracca. Com um R só.

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Yago Dionizio: ator cego da Zona Norte transforma desafios em luta por inclusão no teatro https://falaeduchaves.com.br/yago-dionizio-ator-cego-da-zona-norte-transforma-desafios-em-luta-por-inclusao-no-teatro/ https://falaeduchaves.com.br/yago-dionizio-ator-cego-da-zona-norte-transforma-desafios-em-luta-por-inclusao-no-teatro/#respond Sat, 08 Aug 2026 16:14:13 +0000 https://falaeduchaves.com.br/?p=119 Ator, jornalista e consultor de acessibilidade, Yago Dionizio defende que artistas com deficiência não sejam reduzidos à deficiência e ocupem diferentes espaços…

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Ator, jornalista e consultor de acessibilidade, Yago Dionizio defende que artistas com deficiência não sejam reduzidos à deficiência e ocupem diferentes espaços na cultura

Nas artes cênicas, interpretar diferentes personagens faz parte do ofício de um ator. Para Yago Dionizio, ator cego da Zona Norte de São Paulo, essa possibilidade também representa uma forma de combater o capacitismo e ampliar a presença das pessoas com deficiência no teatro e na cultura.

Ator profissional e jornalista, Yago construiu sua trajetória entre a atuação, a produção cultural, o jornalismo e a defesa da acessibilidade. Sua experiência pessoal como pessoa com deficiência visual também influenciou diretamente sua atuação profissional.

Hoje, além de atuar, ele é idealizador do projeto de teatro inclusivo “Leitura às Cegas” e trabalha como consultor de acessibilidade em projetos culturais.

Foto: Divulgação Peça Teatral Leitura às Cegas

Da perda da visão à construção de uma carreira artística

Yago nasceu enxergando normalmente. Ainda criança, porém, começou a enfrentar problemas de saúde ocular. Por volta dos três anos, perdeu a visão do olho esquerdo e passou a ser uma pessoa com deficiência monocular. Na época, segundo ele, essa condição ainda não era reconhecida legalmente como deficiência.

Aos oito anos, perdeu também a visão do olho direito. Depois de uma cirurgia de emergência, recuperou aproximadamente 5% da visão e passou a viver como pessoa com baixa visão, utilizando o olho direito para enxergar.

Dos oito aos 22 anos, essa foi a sua realidade. Posteriormente, perdeu completamente a visão e tornou-se uma pessoa cega.

A trajetória escolar também foi marcada por dificuldades. Yago conta que, durante sua formação, ainda havia pouca disponibilidade de tecnologias assistivas, falta de profissionais especializados e pouco conhecimento entre os próprios estudantes sobre a realidade das pessoas com deficiência.

Para ele, a inclusão não acontece simplesmente ao colocar um aluno com deficiência dentro de uma sala de aula.

“A inclusão vai muito além disso: é necessário oferecer recursos, adaptações e ferramentas para que o aluno tenha autonomia.”

A experiência vivida na educação ajudou a formar uma percepção que posteriormente seria levada para sua atuação profissional: acessibilidade não significa apenas permitir que uma pessoa esteja presente, mas garantir condições para que ela participe de forma plena e autônoma.

O teatro surgiu como oportunidade e também como caminho profissional

A primeira experiência que Yago considera profissional no teatro aconteceu em 2017. Naquele ano, foi convidado a integrar um instituto e ficou responsável por questões culturais.

Foi nesse contexto que recebeu o convite para escrever, dirigir e atuar no espetáculo infantil “O Que Vale Mais”, apresentado em homenagem ao Dia das Crianças. A peça propunha uma reflexão sobre o que realmente tem valor: receber bons presentes ou construir boas amizades.

O trabalho marcou o início de uma trajetória que reuniria três funções que continuam presentes em sua carreira: criação, direção e atuação.

Também em 2017, Yago iniciou seus estudos de teatro na Oficina de Atores Nilton Travesso, onde permaneceu até 2020. Durante a formação, participou de peças de teatro comercial e ampliou sua experiência artística.

A partir de 2022, já formado e com registro profissional de ator, passou a consolidar sua atuação no mercado.

Foto: Divulgação

“Muitas vezes, fui visto primeiro pela minha deficiência”

A decisão de também atuar como diretor e produtor nasceu, segundo Yago, de uma necessidade prática: criar suas próprias oportunidades.

Ao longo da carreira, ele percebeu que existia uma resistência em reconhecer pessoas com deficiência visual em funções que exigem autonomia, agilidade e capacidade de lidar com situações inesperadas.

A produção cultural é um desses exemplos.

Para Yago, existe uma visão equivocada de que uma pessoa cega teria dificuldades para exercer atividades como organizar projetos, resolver problemas, administrar conflitos ou lidar com imprevistos.

Essa percepção, afirma, faz com que muitas vezes a deficiência seja enxergada antes das competências profissionais.

“Muitas vezes, eu fui visto primeiro pela minha deficiência e não pelas minhas competências.”

É justamente contra essa lógica que ele procura construir sua trajetória.

Artista com deficiência, mas não apenas artista com deficiência

Yago não rejeita a identificação como artista com deficiência. Pelo contrário. Para ele, sua deficiência faz parte de sua história e não precisa ser escondida.

O problema está em transformar essa característica em uma definição completa de quem ele é.

Ele se considera ator, diretor, produtor, jornalista e profissional de acessibilidade — e também uma pessoa cega.

Essa diferença é importante para compreender sua visão sobre representatividade.

Yago afirma que nunca teve medo de interpretar personagens sem deficiência. Desde sua formação até sua entrada no mercado profissional, interpretou personagens que não tinham deficiência visual.

Para ele, artistas com deficiência devem ter a mesma liberdade artística concedida aos demais atores.

O fato de ser cego não deveria determinar automaticamente quais personagens pode interpretar.

Contra os estereótipos sobre pessoas cegas

A discussão sobre representatividade também passa pela maneira como pessoas com deficiência são retratadas em filmes, novelas, séries e peças de teatro.

Yago chama atenção para os estereótipos frequentemente associados à cegueira. Segundo ele, uma pessoa com deficiência visual não necessariamente anda de maneira insegura, tropeça constantemente, mantém a cabeça baixa ou fala de uma determinada forma.

A deficiência visual não determina a personalidade de alguém.

Por isso, ele afirma ter interesse em personagens complexos, com diferentes características e conflitos — incluindo vilões, heróis e personagens debochados ou exagerados.

Para Yago, essa diversidade se aproxima muito mais da experiência humana real.

Também por isso, interpretar um personagem com deficiência visual não deveria significar reproduzir automaticamente os estereótipos associados à cegueira.

Acessibilidade para além da presença

Além do trabalho como ator, Yago atua como jornalista e consultor de acessibilidade em projetos culturais.

Nesse trabalho, seu objetivo é contribuir para que pessoas com deficiência possam usufruir plenamente de espetáculos e outras manifestações artísticas.

Um dos recursos citados por ele é a audiodescrição, tecnologia assistiva fundamental para ampliar o acesso de pessoas cegas ou com baixa visão a produções culturais.

A preparação, explica, envolve entender as características de cada espetáculo e identificar quais recursos são necessários para que a pessoa com deficiência consiga acompanhar e aproveitar a experiência.

A acessibilidade, portanto, precisa ser pensada desde a concepção da atividade cultural e não apenas como uma adaptação feita posteriormente.

“Não aceito ser reduzido apenas a essa característica”

A trajetória de Yago reúne uma questão que ultrapassa o teatro: o direito de pessoas com deficiência ocuparem diferentes espaços profissionais sem que sua deficiência seja usada para limitar suas possibilidades.

Ele não tem problema em ser reconhecido como um artista com deficiência. O que rejeita é ser colocado exclusivamente nessa categoria.

Para ele, a presença de artistas com deficiência nos espaços culturais também é uma forma de transformação.

Isso significa ocupar palcos, assumir funções de direção e produção, participar da criação de projetos e defender o próprio trabalho.

Yago reconhece que se posicionar diante de situações capacitistas pode trazer consequências profissionais. Ainda assim, considera necessário estabelecer limites e defender o direito de trabalhar com respeito e dignidade.

Para ele, uma pessoa com deficiência pode interpretar uma personagem com deficiência, mas essa escolha deve partir de uma decisão artística e profissional — e não de uma imposição baseada em preconceitos.

A história de Yago Dionizio mostra, assim, que inclusão no teatro não significa apenas colocar pessoas com deficiência no palco. Significa também permitir que elas tenham autonomia para criar, dirigir, produzir, escolher seus personagens e construir suas próprias narrativas.

E, principalmente, serem reconhecidas por aquilo que são capazes de fazer — sem que a deficiência seja utilizada para determinar até onde podem chegar.

Para conhecer mais sobre o trabalho de Yago Dionízio, siga seu instagram: https://www.instagram.com/dionizioyago

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Cursinho Popular na Acadêmicos de São Jorge prepara estudantes da Zona Norte para o Enem e vestibulares https://falaeduchaves.com.br/cursinho-popular-na-academicos-de-sao-jorge-prepara-estudantes-para-o-enem-e-vestibulares-na-zona-norte-de-sao-paulo/ https://falaeduchaves.com.br/cursinho-popular-na-academicos-de-sao-jorge-prepara-estudantes-para-o-enem-e-vestibulares-na-zona-norte-de-sao-paulo/#respond Sat, 08 Aug 2026 15:59:19 +0000 https://falaeduchaves.com.br/?p=116 A Escola de Samba Acadêmicos de São Jorge, localizada na Avenida Edu Chaves, na Zona Norte de São Paulo, abriu suas portas…

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A Escola de Samba Acadêmicos de São Jorge, localizada na Avenida Edu Chaves, na Zona Norte de São Paulo, abriu suas portas para um projeto que está transformando a realidade de jovens e adultos da região. O salão da escola abriga o Cursinho Popular Maria Carolina de Jesus, iniciativa gratuita voltada à preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e vestibulares.

Ao todo, 40 estudantes participam das aulas presenciais, que começaram em junho de 2026 e seguem até janeiro de 2027. O objetivo é ampliar o acesso ao ensino superior para moradores da Zona Norte, oferecendo suporte acadêmico e incentivo à permanência nos estudos.

Projeto oferece bolsa, material e apoio aos estudantes

O cursinho faz parte da Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP), programa do Ministério da Educação (MEC), com apoio da UNEGRO (União de Negras e Negros pela Igualdade).

Além das aulas gratuitas, os alunos recebem bolsa mensal de R$ 200, lanche durante o intervalo e material didático para aqueles que não têm condições financeiras de adquiri-lo.

Segundo o coordenador do projeto, Thiago Godoy, a proposta vai além da preparação para as provas.

“O projeto visa garantir acesso à educação com foco nos vestibulares, passando pelas diversas disciplinas e promovendo uma formação cidadã contínua. Também buscamos oferecer toda a estrutura necessária para que os alunos desenvolvam suas atividades de forma regular, com apoio pedagógico e psicológico”, afirma.

Parceria com a Acadêmicos de São Jorge fortalece ação social

De acordo com Thiago Godoy, a escolha da Acadêmicos de São Jorge ocorreu em razão da parceria histórica entre as instituições e da importância social da escola de samba para a comunidade.

Segundo ele, o espaço representa um símbolo da cultura popular e possui grande potencial para sediar iniciativas voltadas à educação, cidadania e inclusão social na região.

Estudante da Zona Norte busca vaga em universidade pública

Entre os participantes está Leonardo Fonseca de Camargo, de 19 anos. Atualmente morador da Vila Guilherme, ele mantém fortes vínculos familiares com o Parque Edu Chaves e sonha em ingressar em um curso de Saúde Pública ou Gestão Pública.

Formado em escola pública e ex-aluno de uma ETEC, Leonardo acredita que muitos estudantes chegam ao fim do ensino médio sem a preparação necessária para enfrentar vestibulares concorridos.

“Sou oriundo da escola pública e concluí o ensino médio em uma ETEC. Mesmo sendo uma instituição com melhor aproveitamento das aulas, ainda me sinto deficiente em alguns conteúdos. Por isso posso afirmar que o cursinho tem uma qualidade imensa. Os temas abordados, a didática e o acompanhamento dos coordenadores e professores são o grande diferencial.”

Para ele, iniciativas como o Cursinho Popular Maria Carolina de Jesus representam uma oportunidade concreta para reduzir desigualdades e ampliar o acesso ao ensino superior entre jovens da periferia de São Paulo.

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Caminhada Pela Vida do Parque Edu Chaves já tem data confirmada para a segunda edição https://falaeduchaves.com.br/caminhada-pela-vida-do-parque-edu-chaves-ja-tem-data-confirmada-para-a-segunda-edicao/ https://falaeduchaves.com.br/caminhada-pela-vida-do-parque-edu-chaves-ja-tem-data-confirmada-para-a-segunda-edicao/#respond Thu, 06 Aug 2026 14:39:23 +0000 https://falaeduchaves.com.br/?p=107 A 2ª  Edição da Caminhada Pela Vida do Parque Edu Chaves, Zona Norte de São Paulo, já tem data marcada: 27 de…

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A 2ª  Edição da Caminhada Pela Vida do Parque Edu Chaves, Zona Norte de São Paulo, já tem data marcada: 27 de setembro de 2026, domingo.

A Caminhada Pela Vida é um evento de inclusão e saúde promovido pelo Instituto Alessandra Oliveira. O coração do projeto é a conscientização sobre o Setembro Amarelo – mês de prevenção ao suicídio e também celebrar e apoiar o Dia da Pessoa com Deficiência, comemorado no dia 21 de setembro.

O evento Caminhada pela Vida do Parque Edu Chaves reúne caminhada por um percusso de cerca de 1.700 metros pela pista de cooper da região, que sai da Praça Comandante Eduardo de Oliveira e percorre toda a Rua Major Baracca.

Além da caminhada, a ação reúne prestação de serviços públicos votados à saúde, acolhimento psicossocial, apresentações artísticas, atividades físicas e lazer para crianças, com atenção especial às famílias atípicas atendidas pelo Instituto Alessandra Oliveira e moradores da região.

“Fizemos a nossa primeira edição em 2025 com o apoio da comunidade do Parque Edu Chaves, da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e das mães atípicas atendidas pelo Instituto. Agora, queremos uma edição ainda maior e melhor, em que todos possam se sentir ainda mais acolhidos e valorizados”, declara Janaina Oliveira, Presidente do Instituto Alessandra Oliveira e moradora do Parque Edu Chaves.

A Presidente reforça que a nova edição da Caminhada Pela Vida não tem fins lucrativos e que busca colaboradores financeiros para realizá-la. Para fortalecer essa grande ação, busca parceiros que possam contribuir com:

  • Camisetas do evento;
  • Medalhas de participação;
  • Material gráfico para divulgação (banners, faixas e materiais de comunicação);
  • Apoio de mídia e cobertura com drone;
  • Carrinho de pipoca e algodão doce;
  • Brinquedos infláveis;
  • E outras formas de apoio que possam somar a essa causa.

Para colaborarar, contatar a Presidente Janaina Oliveira pelo whatsapp: (11) 97097-6597

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